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OITO SÉCULOS DE HISTÓRIA PARA DESCOBRIR

A existência da povoação está documentada desde os primeiros tempos da Nacionalidade.  Vários historiadores defendem que o foral tenha sido passado por D. Sancho I em 1202 à então designada Alpreada a D. Pedro Guterres e D. Ausenda, alegadamente seus donatários e primeiro alcaide e construtor do castelo, e que mais tarde a povoação tenha sido herdada por testamento pelos Cavaleiros Templários. Outros apontam para a pertença de Castelo Novo à Coroa, tendo o primeiro foral sido dado aos Templários, e D. Pedro e D. Ausenda os seus primeiros povoadores.

O topónimo Castelo Novo, é citado pela primeira vez em 1208, no testamento de Guterres, pelo qual ele doa a “terra a que chamam Castelo Novo” aos Templários. Para a terra se passar a chamar dessa forma é porque, crê-se, terá havido um Castelo Velho (ali ou no sítio do mesmo nome, no topo culminante da Serra da Gardunha), e entre 1205 e 1208 se terá edificado um novo. A ser assim caem por terra todas as afirmações que atribuem a D. Dinis a construção do castelo mas, apesar de não documentado, é provável que este ali tenha feito alguma intervenção, pois o segundo foral de Castelo Novo foi por ele concedido.

No reinado de D. Manuel I, o castelo foi recuperado por um escudeiro da Casa Real, acompanhado por um pedreiro mestre de obras natural de Castela, uma parceria que iria resultar em violência devido a discordâncias em relação aos planos de remodelação. O castelhano acabaria por refugiar-se na igreja de onde escreveu uma carta ao rei a pedir clemência, solicitação que foi aceite, assim como a autorização para conduzir as obras.

A 1 de Junho de 1510, D. Manuel I concedeu a Castelo Novo o seu terceiro foral, assinado em Santarém e que se insere no Livro de Forais Novos da Beira (fls. 29 e col. 1ª), que consta na Torre do Tombo.

O concelho de Castelo Novo era constituído pelas freguesias de Lardosa, Castelo Novo, Orca, Póvoa de Atalaia, Soalheira e Zebras. Em 1801, o concelho tinha 2994 habitantes e, em 1835, foi extinto e anexado ao de Alpedrinha. A 24 de Outubro de 1855, ambos foram extintos e passaram a fazer parte do concelho do Fundão. Hoje resta à aldeia o título de freguesia mais antiga do concelho do Fundão e porventura a sua mais valiosa jóia patrimonial.