Ivo Gonçalves e Gonçalo Veríssimo foram os vencedores da 1ª edição do Rali da Gardunha. Pedro Gomes, piloto oficial da Associação Sociocultural de Castelo Novo ocupou a 3ª posição da geral e venceu categoria G.

Pátio da antiga escola primária de Castelo Novo foi o paddock da prova
Pátio da antiga escola primária de Castelo Novo foi o paddock da prova

A manhã calma prometia calor. Pouco passava das 7:30 quando os automóveis começaram a chegar e em pouco mais de uma hora depois, o campo de futebol da desactivada escola primária de Castelo Novo ficava lotado por bólides, pilotos, navegadores e adeptos do desporto automóvel que aproveitavam para namorar as máquinas. Por volta das 10 horas,  Eduardo Gomes ao volante do Datsun 240Z, o número 0, dava início à primeira etapa do primeiro rali de regularidade realizado nas encostas da Serra da Gardunha.

Calor foi o principal adversário

A lista de inscritos indicava três dezenas de participantes, mas nem todos chegaram ao fim. Aliás, José Anibal, em Mini Cooper S (1975), nem chegou ao principio. O carro piloto do Porto teve um pequeno incêndio após a viagem da Invicta até Castelo Novo e, infelizmente, não chegou a ir ao paddock.
As características técnicas da etapa exigiam destreza aos pilotos. Pedro Rocha Pereira que o diga. Na primeira das três subidas, a areia da última curva atraiçoou o piloto e o pesado Opel Record (1970) não parou antes do granito. Diagnóstico? Farol partido e guarda lamas empenado. “Podia ter sido pior”, disse  o piloto, que foi prontamente ajudado pelos concorrentes. Pouco depois, ao chegar à meta, o Ford Escort Mk1 RS 2000 (1971) de Alberto Miguel Santos e Miguel Figueiredo partia a transmissão e ficava por ali.
Mas o pior adversário dos pilotos não era o traçado. No final da primeira etapa, o rali perdia dois clássicos de beleza ímpar. Francisco Pimentel e Luis Costa num fantástico Fiat Spider (1967), e João Teixeira navegado por Fernando Carvalho num MG MGB (1977), sucumbiam aos mais de 40 graus que se faziam sentir. Já à tarde, em Alcongosta, foi a vez do Fiat Uno Turbo ie (1988) da equipa Rosário’s Car a acusar o esforço das subidas e das altas temperaturas.

Um espectáculo para todos

Depois da Rampa de Castelo Novo, realizada em Março de 2014, os espectadores que se deslocaram a Castelo Novo e a Alcongosta para assistir ao Rali da Gardunha, assistiram a uma prova de emoção histórica, como prometido pela organização. Na curva mais emblemática do circuito da aldeia histórica, os slides de Carlos Fava, ao volante Volkswagen 1303 S (1974), e a classe e a beleza do Mini Cooper S  (1966) de Armando Mingote e do Porsche 911 Targa (1972) de Miguel Carneiro, faziam as delícias dos espectadores, enquanto em Alcongosta, a velocidade furiosa do Honda Civic (1992) conduzido e navegado pelos irmão Veríssimo, e do BMW M3 conduzido por Gonçalo Antunes dava arrepios a quem os conseguisse ver passar.

Vendedor destaca dificuldade da prova

No final da prova, o cansaço era proporcional à satisfação. Ivo Gonçalves em BMW 2002 () foi o vencedor da Classificação Geral de Clássicos. “A prova correu bastante bem durante a parte da manhã; à tarde foi mais complicado uma vez que o carro não queria andar por causa da temperatura mas conseguimos manter os tempos mais ou menos iguais e acabámos por conseguir este prémio; sinceramente não estava à espera de vencer o rali, pensava que iria ter uma boa prestação nesta classe mas a vitória final acabou até por ser uma surpresa”, disse o piloto do Clube de Automóveis Antigos de Castelo Branco. Já nos automóveis matriculados após 1991, a vitória foi sem surpresas para Gonçalo e Tiago Veríssimo em Honda Civic. As classificações das diversas classes podem ser consultadas aqui.

A prova contou com a cobertura do Jornal do Fundão e da Rádio Cova da Beira.

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